Romanticos são bobos, tolos
e deicham borboletas no estomago voar
românticos esperam a lua cheia para se declarar.
Romanticos têm pressa e saem mais cedo da festa
românticos adoram dizer coisas de sonhos.
A rua deserta, a noite uma aventura incerta
ainda assim românticos conseguem amar.
Romnticos são como eu, inseguros, maduros
donos de mundo, mas nao de si mesmos
Romanticos choram com o adeus inesperado
mas ficam animados
esperando a próxima história começar
romanticos nasceram pra sonhar...
Marilene Gonçalves
"O poeta é fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente" Fernando Pessoa
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sábado, 23 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Ops... falei!
Troquei! Disse o que queria quando não devia! Choquei! E percebi que vinha de mim uma sinceridade que eu não pretendia ter. Agora não sei com agir diante da traição de meus sentidos, do que sou ou do que acredito ser. É certo que acasos ocorrem para nos fazer sair do estado de inércia, mas não era hora de deixar esvaziar meu coração com estes sentimentos que não pretendia revelar... A verdade de minhas palavras me consomem, pois há sempre desespero quando o coração revela suas fragilidades. Mesmo quando as palavras são ditas com tamanha intensidade que não se pode deixar de sentir a leveza por elas deixada. De toda forma, é necessário esclarecer, quero apenas dizer que prefiro calar a voz de minhas incertezas do que falar uma verdade que não posso sustentar na fragilidade do que sou. Hoje fiquei perdida com minha falta de geito, pois podia ser mais silenciosa e dizer apenas o que cabe no meu sossego. Falar de sentimentos quando estes estão em plena efervecência é muito perigoso. Não se pode confiar em uma mulher sentimental. Volta e meia ela acaba falando a verdade! Ah! Agora é tarde!
domingo, 17 de outubro de 2010
Nos Passos de Frei Galvão
Eu sinto a fé desta gente toda
Que crê em um mundo novo
eu ando no meio do povo
eu sinto a energia da vida!
Eu tenho fé
por isso também vou a pé
por isso também enfrento o caminho
enfrento a dureza do espinho
e me maravilho com a suavidade da flor
Ah! Eu sinto este amor!
e desejo este mundo novo
eu sou parte deste povo
eu rezo, eu canto e confio
eu não tenho medo do caminho
eu vou nos passos de Frei Galvão
eu sigo a letra da canção
eu levo a fé no coração!
Autora: Marilene Gonçalves
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Lá no Monte
Imponente, solitária, desconfiada
Escuto risadas de outrora, gloriosas ofertas
Sinuosas descobertas, ah! tua história
Ao longe te saco, aí escondida
Como que esquecida
Mas abrigas por toda a vida
A história de teu povo
E vejo tudo outra vez, tú estás aí, parada
Meio calada, meio desconfiada
Mas tú és gloriosa, torres tão sinuosas
Nesta beleza tão enladeirada!
terça-feira, 13 de julho de 2010
Bem mais forte que o tempo
Saudades de ti, destes teus olhos doces e tão amigos!
Saudades desta atenção, deste teu coração, e digo:
Não sei se viverei tempo suficiente para dizer-te
com a certeza que tenho agora, o que sinto ao lado teu
Talvez bem menos do que pensa toda a gente
bem mais forte que palavras enloquentes
bem mais puro do que pensas, certamente!
É sempre um afago estes teus olhos, tua paz tão rotineira
É sempre tão certa nossa amizade, tão segura esta saudade
De querer-te sempre perto, meu querido!
E todas as vezes que quero dizer, eu digo:
Tão logo tu queiras, me terá sempre, amigo!
Por mari gonçalves
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Descobri
Hoje eu não quero dizer nada, mas digo! Nem sei o que me toma, talvez inquietação
de quem não mede palavras quando quem fala é o coração
Só sei desta vontade de dizer este amor, este que há muito sentia
mas que só agora descobri! Os rostos que antes me ocultavam
estes rostos parecem se despir. É o amor que acabei de saber - que sempre soube existir
É o sonho mais lindo de sonhar. É a canção mais linda de se cantar
É a única coisa que ficará, quando todo o resto se for
Falo deste amor, ele invade o que sou
Chegou para ficar, a única certeza que ficará. Como eu queria que todos soubessem deste amor
mas embora eu o falo ou o grito, jamais ouvirão. Pois só o saberão aqueles que o sentirem, e só o sentirão quem se deixar tranpassar
Obrigada então por me revelar, este abrasador amor
Obrigada por me amar imensamente, Senhor!
de quem não mede palavras quando quem fala é o coração
Só sei desta vontade de dizer este amor, este que há muito sentia
mas que só agora descobri! Os rostos que antes me ocultavam
estes rostos parecem se despir. É o amor que acabei de saber - que sempre soube existir
É o sonho mais lindo de sonhar. É a canção mais linda de se cantar
É a única coisa que ficará, quando todo o resto se for
Falo deste amor, ele invade o que sou
Chegou para ficar, a única certeza que ficará. Como eu queria que todos soubessem deste amor
mas embora eu o falo ou o grito, jamais ouvirão. Pois só o saberão aqueles que o sentirem, e só o sentirão quem se deixar tranpassar
Obrigada então por me revelar, este abrasador amor
Obrigada por me amar imensamente, Senhor!
Ilógicas impressões alheias
Ah! Porque discordo da verdade destas palavras?
quando sei que elas podem ser verificadas
no meu caminhar, ao lado teu...
Eu me percebo entre alegre e desconfiada
nos olhos teus, e nos meus!
Mas bem sei de minha sinceridade atrapalhada
Muito mais que simples envolver-se
bem mais além de querer-te
resta-me apenas o desejo de viver
um gostar sincero, sereno, confuso porém
Mas não interessa este por do sol
nem mesmo a chuva em minha estrada
nada além do que sou, nem do que dizem de mim
nada vai ser mais cruel
do que a ausencia deste sentimento
que no fim de tudo
é apenas bem-querer!
E isso, ninguem precisa entender
apenas respeitar, meu bem!
Marilene Gonçalves (criado em 2006)
*Não acho que o que pensam o outros deva determinar quem sou, mas sei que Deus me pede bem mais do que aponta minhas razões. E é só isso que me importa.
domingo, 6 de junho de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
Adeus, Damário!

E sua voz calou-se
e calaram-se as fotos, espatandas, na parede
Calou-se o grito de seu peito que não sabia guardar versos
calou-se a voz do poeta inquieto
Mas continua viva a sua poesia
porque morre o homem e fica sua trajetória
E tudo foi silencio ao despertar da aurora
Seu corpo já não tinha mais resistência
Findou-se o sopro, mas continua seu rosto
a rondar a imaginação dos que o viram
dos que compartilharam de sua inconfundível arte
Nossa última homenagem
adeus sincero e cheio de saudades
de alguém que parte, mas teima em ficar
e se espalha pelas ruelas frias
E o rio Paraguassu, enegrecido, rumina e diz:
Adeus poeta! Deixou-nos sua magia
Pois morre o homem, mas fica sua eterna poesia!
Adeus Damário, adeus poeta!
Autora Marilene Gonçalves
**** Conheci Damário da Cruz em um fim de tarde, quando passava pela frente do Pouso da Palavra com uma amiga e entrei por curiosidade, para conhecer o espaço. O poeta estava diante de mim e naquele momento eu não sabia o respaldo internacional que tinha o seu nome. Mas conversamos sobre fotografia e poesia e ela explicava-nos o porquê das fotos que ia nos mostrando. E falava-nos de literatura, de poesia, de viagens e culturas. Uma conversa tranquila, em um final de tarde qualquer. E suas palavras ficaram-me um tempo na memória, eu havia me encantado com sua fotografia cotidiana e cheia de poesia. Quantas vezes o vi no Restaurante onde trabalho, almoçando sozinho, as vezes calado o moribumdo, noutras conversante, até sorridente. Algumas vezes conversou comigo no balcão, onde eu cobrava por seu almoço, e falava-me dos lugares onde andava, das pessoas que conheceu e que influenciaram sua arte. A simplicidade destes momentos não me despertavam a grandeza de sua personalidade, pois nestes momentos eu e Damário éramos apenas pessoas que gostavam das mesmas coisas: fotografia e poesia, e nada mais que isso. Muitos gostariam de ter tido este privilégio, de conversar distraidamente com o poeta, talvez até tivessem aproveitado a oportunidade bem mais do que eu. Entretanto Damário era tão simples, que este momento não poderia ter sido de outra forma. E eu não desejo que tivesse sido diferente. Pois a arte de Damário ficou em mim, de tal modo que não preciso de mais nada para admira-la, somente da certeza que esta nossa terra perdeu um ilustre poeta, que arriscava-se a dizer aquilo que sua alma gritava.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
E quando eu me sinto assim, frágil
Sozinha
E perdida
Quando eu perco a esperança
E fico cálida, invadida
Ah! Que vontade de ser apenas uma menina
Uma doce menina a contar sonhos
E fantasias e segredos
E a voz dele tão doce, me faz perder o medo
Ah! o tempo que nos leva tantas certezas
E hoje fico a reunir desejos
Mas tudo que fica são saudades
Sozinha
E perdida
Quando eu perco a esperança
E fico cálida, invadida
Ah! Que vontade de ser apenas uma menina
Uma doce menina a contar sonhos
E fantasias e segredos
E a voz dele tão doce, me faz perder o medo
Ah! o tempo que nos leva tantas certezas
E hoje fico a reunir desejos
Mas tudo que fica são saudades
sexta-feira, 26 de março de 2010
Eu quero mais que uma primavera
Quero a eternidade do verão
Sonhos e fantasias não se guardam
Ou se perderão...
Quero viver o dia, quero correr na rua...
E amar, na pureza da manhã...
Eu quero mais que uma primavera
Quero bem mais que uma estrela
Eu quero o céu
o firmamento
o fim, eu quero o fim
de tua dor
eu quero o começo
de um grande amor!
Marilene Gonçalves
sexta-feira, 19 de março de 2010
Errei
Tem dias que agente erra!
Ah! tem dias que a gente não acerta
E vai na direção errada...
Que pena, nestes dias assim
O que você já fez de bom não conta nada
Em dias assim, ainda assim
Fico tão desnorteada
Em dias assim
Melhor se conformar
Antes errar e aprender
Do que nunca acertar...
Marilene Gonçalves
quinta-feira, 18 de março de 2010
Um dia sem inspiração
Eu queria dizer qualquer coisa
Quem sabe falar uma poesia
Encantar-me com os encantos da vida
Tanta coisa eu queria!
Mas tem dias sem inspiração
Tem dias sem cores, sem grandes amores
Tem dias sem paixão!
Tantas palavras se entrelaçam aqui dentro
E tantas coisas ainda por dizer
Mas são tantos os meus desenganos
Tantas vezes já disso " Eu te amo"
E quantas vezes eu preferi não dizer
Ah! Estou apenas preenchendo as linhas
Com coisas que nem sei o que são
Apenas falo com o coração
Pois onde havia bom senso
Não resta sequer a razão
É só um dia sem inspiração...
Marilene Gonçalves
terça-feira, 9 de março de 2010
Isso era para ser um fim....
Ai...
Acho que isso é um recomeço
Não de ti, nem de mim
Nem sequer de nós dois...
Este é apenas um depois
Um final que eu não quis prever
Fico assim sem querer te querer
E prefiro te gostar do que te evitar
Nem tenho mais apreensão
Nem sei mais se é paixão
Mas é um sentimento bom
É como se você tivesse preso no meu passado
E mesmo assim permanece do meu lado
Como uma fotografia estranha na parede
Um olhar intrigado a me fitar
E eu, eu prefiro sonhar...
Até mais ver, ou até mais tarde, quem sabe!
Autora: Marilene Gonçalves
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