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quinta-feira, 10 de março de 2011

Adeus

Estou fugindo agora
na noite fria de solidão
Meus passos tão incertos
Descrevem minha tristeza pelo chão
Tão certa estou que parto
que já encontro abrigo onde paro
Só vejo o desejo de ir embora
Esquecer os meus defeitos, as minhas insatisfações
Estou sozinha agora
E já não posso colecionar minhas ilusões
Estou sozinha sempre
Por isso fujo para alguma outra história
Onde haverá mais risos soltos pelo chão
Ou quem sabe, menos solidão...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Confesse

Você é engraçado
sempre soube de mim, do meu querer
E mesmo assim ri de mim, de minha timidez
Sempre sentiu prazer em me tocar
Dizendo-se amigo ao ver minha pele estremecer
Sempre cruzou o meu olhar, pra me conquistar
Mas me remete ao seu contexto, só amizade
Você é mesmo bobo
Prefere viver na eterna luta de conter este fogo
Esta brasa que nos arrasa, mas adormecida está
E fica me rodeando, vigiando meu caminhar
Você é mesmo louco
Pois me invade aos poucos
Sem se dar conta que - é óbvio
é do meu lado que pretende ficar!

Sou




Hoje descobri

Muitas nuances de mim

Tantos sentimentos emaranhados n´alma

E sou

Como pétala ao vento, sou

Como uma saudade à toa, tão boa, sou

E me descrevo em um poema

Que guardo lá no fundo de mim

Respiro poesia, vida e encantamento

Prefiro itensidade do que ser banal

E dentro do meu peito

Viver é carnaval

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Bobagens



Com uma poesia breve eu falo de mim

Descanso olhando as estrelas

Faço frases sem sentido pra você

Tudo é beleza recriada em mim

Tudo é paz na serenidade do azul

Tudo é tão possível

Na minha poesia

...

Marionetes e roedores...




Guardo em mim o desejo de ser cada vez mais madura, cada vez mais honesta, cada vez mais sensata e sincera, cada vez mais amiga, mais carinhosa, mais crente... cada vez mais! Não desejo, entretanto, cultivar em mim sentimentos que me aviltam, como rancor, ressentimentos, desilusões, inveja, mentiras, medo, insegurança, etc. O fato é que o dia-a-dia da vida moderna nos confronta com uma série de incertezas, nos faz inseguros, apressados, competitivos, desconfiados, estressados. É complicado manter uma posição equilibrada diante de tantas informações que chegam de todos os lados, de várias origens, de difentes motivações. Me parece cada vez mais difícil assumir uma personalidade em meio a tantas "tendências" que nos exigem um acompanhamento quase servil.



Sempre quando penso sobre essa realidade, imagino aqueles bonecos marionetes que, por mais desejos e sonhos que cultivem, estão sempre à mercê de linhas invisíveis, que lhes molda os atos. Assim também me sinto às vezes, perdida em passos que dei por motivações alheias ao meu desejo, oprimida por um sistema que me obriga a posições que não julgo necessárias à minha existência. Um certo "filósofo" conteporâneo disse: "minha piscina está cheia de ratos, minhas idéias não correspondem aos fatos". Ele, na ousadia e vigor da juventude, foi capaz de denunciar a opressão psicológica que o homem moderno sofre, tendo que se enquandrar o tempo todo em uma padrão comportamental, ideólogico, filosófico, religioso, artístisco, sei lá o quê mais! O certo é que eu não sou eu mesma, já não me caibo na infinita necessidade de ser aquelas outras que "eles" me impõem.



Minha piscina está cheia de ratos, porque penso diferente, porque não gosto de saia balonê nem calça saruel. Porque acho legal ir pra festa e voltar sem ter bebido ou fumado nada e ainda assim ter momentos com alta concentração de serotonina (hormônio responsável pelo bem estar e pelo prazer). Minha piscina está cheia de ratos, porque ainda acho importante ligar para minha mãe e dizer que já cheguei no destino anunciado, dizer aos meus amigos com frequência que eles são especiais, que são caros demais para mim, seja cara-a-cara, seja via scraps, msn, torpedos, twitter, face e outras possibilidades mais.



Eu não quero fazer parte dessa cultura do efêmero, que acha um mico conservar valores familiares, que acha demodê evitar desagradar os pais, ser responsável, fiel, leal! Eu não quero ser mais uma pessoa incapaz de dizer "estou sofrendo", "estou frágil hoje", "eu realmente estou arrependida", "eu penso diferente da maioria"... Falta coragem a uma geração que não conheceu a cautela para dizer te amo com a profundidade de um amor que transcende um corpo bonito, falta uma alma capaz de admirar a outra, mesmo que as duas jamais se enxerguem. Falta aquela paixão que faz tremer, desejar, possuir, mas que depois se metamorfoseia (nem sei se existe essa palavra) em algo mais bonito, mais sereno, mais ágape.



Sou uma reunião de muitas coisas que, no fim, são rótulos, tendências e comportamentos inseridos nos meu ser por pessoas que nunca dei bom dia. Tenho uma piscina entupida de ratos, pois as minhas idéias não correspondem ao que me ordenam todo o tempo, tenho um desejo extremamente paradoxal de ser diferente, de ser o que minha alma grita, de ser aquela que também está no teatro, mas aquela assiste e não aquela encena com fios invisíveis presos ao corpo.



Às vezes sinto medo de mim. Não que me considere um perigo aos alheios, mas, com medo, me digo o tempo todo: "cuidado para não descobrir o óbvio. Cuidado para não enxergar todos os 'nossos' defeitos, senão você deixa de crer que existe mesmo o homem".

Ah! se pelo menos houvesse mais gente interessada em conter os roedores...

Autora: Marilene Gonçalves

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

No primeiro dia




Meus amores, todos equivocados

Seguindo uma lógica imaginária

De detalhes de estórias nunca vividas

Me sinto em um quarto escuro

Nesta ausência de tudo, mudez absoluta

Apenas lembranças de um tempo quase feliz

Tantas pessoas neste mundo

E nenhuma cabe em mim, em minha solidão

Na paisagem desértica de meu coração

Tantas coisas ainda por dizer

Mas meus amores se calaram

Emudeceram a voz de uma razão imprópria

E eu - tão perdida - cada vez mais menina

Me sinto uma iniciante no primeiro dia

do resto de minha vida



Autora: Mari Gonçalves


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sociedade artificial

Hoje, quando abri meu e-mail, li uma notícia que me fez vacilar: "Pequeno robô da Fujitsu aprende a limpar a louça" (http://br.msn.com/?ocid=iehp). Fiquei me perguntando se alguém já parou para pensar em toda a metamorfose que se esconde nesta simples frase "Aprende a limpar a louça". Aprender supõe pensamento, pensamento supõe existência, que supõe vida... e desde quando uma máquina pode ser dotada de tais características? A máquina não é uma junção de peças programadas para fazer algo e somente? Como pode ela aprender? Mais tarde ela terá também alterações de humor? Se irritará? chorará? Será que a inteligência humana já não está em patamar de risco tecnológico?

Não estou perguntando isso porquê acho que a guerra entre homem e máquina vai ocorrer em breve... Muito embora isso até seja bem possível. Alías, ás vezes penso que ela já ocorre, uma vez que o homem vem perdendo o seu lugar para a máquina. Na verdade o que me entristece e, ao mesmo tempo, me assusta é a tamanha responsabilidade e confiança que o homem retira do seu próximo e deposita em máquinas. Imagine que na atualidade as pessoas passam mais tempo em companhia de máquinas do que de pessoas, elas viraram melhores amigas.

Exagero? Nadinha! Crianças, adolescentes e adultos dedicam horas de seus tempos com ipod, notes e nets books, celulares, computadores, televisão, MP3 e outros aparelhinhos que oferecem diversão solitária. Até as compras, caractéristica consumista de nossa Era, está se reconfigurando para um passeio a sós pela Web, onde está tudo à mão, digo, a um clik.

Em contrapartida as conversas em família estão cada vez mais curtas, a onda do momento é estar sempre "on" ou "plugado" na rede. Os amigos já não conversam, trocam "torpedos" ou "scraps", ou ainda "twitam". Está tudo muito à mão, mas estamos cada vez mais distantes uns dos outros, inseridos em um mundo cada vez mais artificial, cada vez mais robótico e mais programado. E onde fica a naturalidade? Será que nossas emoções também acabarão por ser reprogramadas? Será que a frieza do metal será capaz de suprir a necessidade de calor que mora na alma humana?

As vezes me pergunto se as necessidades que nos acompanharam desde que o mundo é mundo serão substituídas por soluções artificiais, tipo resolver a briga de casal na hora de escolher quem lava a louça. Tudo bem, um robô para lavar a louça não é nada mau, até cai muito bem. Assim também como não é nada mau poder me comunicar com quem está muito longe, assitir a cenas que aconteceram bem longe, transferir uma grana no banco sem sair de casa... tudo isso é bem bom! Mas, ao mesmo tempo, tenho medo, um medo que a máquina jamais terá, pelo menos assim espero. Tenho medo de que quando eu tiver necessidade de um abraço, ou de um consolo diante de uma decepção, olhos de vidro e mãos de ferro tentem me dizer que vai ficar tudo muito bem! Tenho medo de que um dia, alguém anuncie em algum site que conseguiram colocar uma alma artificial em um robô... tenho medo de dormir e acordar em uma sociedade artificial...

Por Mari Gonçalves

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Recomeçar!

Sou eu mesma, em um novo recomeço
E recomeço por inteiro
Com as surpresas que a vida guarda
Com as desilusões e desafios que enfrentamos
Com as risadas , o abraço de regresso
E a lágrima de protesto!
Eu quero tudo dinovo...
Com mais fé, com mais amor
Com mais sentimento
Até mesmo mais temor
Mais eu quero outra vez a emoção..
Outra a vez a possibilidade da vida e do amor
Outra vez vou ser quem sou
E um ano novo inteirinho pra ser feliz!
Eu quero apenas outra chance, de ser feliz
De fazer feliz, eu quero recomeçar!
Marilene Gonçalves

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Essência da vida



A vida é como um sonho

Rio que vai e não volta

Ilusões, incertezas, incógnitas...

acima de tudo, vida!

Narrativas de notáveis comparações

Acima de tudo, vida!

Brilho, beleza, encanto

Acima de tudo, vida!

Rima da pura beleza

Balada da mais intensa dor

Orquestra de mais doce harmonia

Solo de uma linda canção

Acima de tudo, vida!

Força de um furacão

Imensurável medida

Réstia de uma estrela

Estrela de mais intensa réstia

Sempre e acima de tudo, vida!


Texto: Pe. Cid José da Cruz
Foto: Marilene Gonçalves
Parece um sonho, mas é mesmo um sonho
sempre a mesma tristeza... as mesmas lembranças
Ainda assim é tão doce, tão forte, tão certo
E você fica a passear em mim, olhos mareados
abraço apertado e eu, enfim, assim...
Um sentimento estranho, uma agitação incomum
Prazer de rejeitar, de esperar e de ir embora
Insistir em um fim de tudo, de você fora de meu mundo
de minha paz sempre ameaçada por teus olhos encantadores...
Eu quero mais, eu ando mais, vou mais a outros lugares
mas quando o regresso é certo
e a noite cai, fica então este vazio, esta falta de paz,
esta falta de você
e de mim...

Marilene Gonçalves

OBS. Criada em dez/2009

domingo, 21 de novembro de 2010

sábado, 20 de novembro de 2010

Parte tão especial de mim



Você
Minha primeira possibilidade de amizade sincera
O primeiro sorriso em terras desconhecidas
A primeira sensação que tive de ser querida!
Você,
Tão capaz de estar em minha vida
Tão fiel mesmo quando estou perdida
Tão leal que duvido se és real
Presença recente que parece que esteve aqui sempre!
Você
Doce, ainda que brava
Forte, mesmo com os olhos repleto de lágrimas
Decidida, ainda que ferida e magoada
Inteligente, mesmo que se perca na estrada
Sensível, ainda que endurecida pelas armadilhas da vida!

Você
Me ensinou a dizer o que penso
Me mostrou que ser forte não é esconder sentimentos
Me revelou que ser mulher é ser capaz de viver o seu tempo

Ah! você!
Parte indispensável de minha vida
Confidente fiel das horas amargas e sofridas
Companheira perfeita dos fins de tarde de Cachoeira
De todos os meus segredos ouvinte primeira
Se sou assim, essa imensidão de emoçoes sem fim
Muito disso eu devo a voce, parte tão especial de mim!


* À minha incondicional amiga Geisa. Pessoa que habita meu mundo há poucos anos, mas que me faz esquecer dos outros em que não esteve por perto. Ela que me ensinou tantas coisas e a cada dia me revela sua amizade tão verdadeira e tão leal que parece que uma extensão de mim mesma. Ter ela por perto me faz pensar que nem todos são felizes neste mundo, pois poucos tem o privilegio de ser amigo de Geisa! Obrigado por todos os dias amiga!

Tão ninfa, tão mulher!




Ela é doce

A doçura de sua voz é forte

Ela é bonita e mais inteligente ainda

Ela é pequena, como um grão

Mas em poucos lugares cabe a grandeza de sua alma

Ela sabe se vestir

e sabe despir a resistência de quem almeija conquistar

Pequena menina, imensurável capacidade de ser mulher

Tão menina, tão moça, tão mulher

Ela sempre tem tudo o que quer

Quando sua voz suave sugere um pedido

Menina, moça, mulher

Ela tem um jeito seguro

E sabe esconder as milhoes de incertezas que carrega no peito

Tem o sorriso de quem vai arriscar

Todas as vezes que a vida decide a testar!

Quando triste, tão menina

Quando séria, tão mulher

Quando feliz, espalha sua presença no ar

e quando se vai, fica a sensação que ainda está.

Tão menina, tão moça, tão mulher

tão ninfa ela é

A doçura de sua malícia me faz crer na possibilidade de ser, ao mesmo tempo,

tão ninfa, tão mulher!


* À minha querida amiga e sempre ninfa, Mariana... Ela que me mostra que é muito possível ser tão decidida e tão doce ao mesmo tempo. Ela que é sempre tão carinhosa, tão capaz de ser amiga, tão ninfa, tão mulher!

Essa tão antiga amizade de Agora




Será que elas são anjos?

Disfarçadas de humanas personalidades?

Uma e outra me ensina, me animam

Me fazem melhor do que sou

No ritmo acelerado do dia-a-dia

Nos finais de semana regados com muita alegria

Nos divertidos almoços de trabalho

Nas numerosas obrigações pastorais

Nas horas tristes, alegres, pesadas e tudo mais!

Sempre elas, sempre nós

Sempre união, sempre atenção

Até mesmo quando não estão

Continuam a falar em mim...

Eu sou tão grata!

Porque elas riem de minhas piadas sem graça

E me acompanham mesmo que eu me desfaça

E me são caras demais para se ausentar de meu viver...

E nossos defeitos, nossas falhas e foras

Todas as frases ditas fora de hora

Tudo é motivo de enaltecer nossa amizade

A cumplicidade de nossos olhares

A preocupação em nossos pesares

E a indiscritível capacidade de sermos nós mesmas!

Há sempre meu lugar em mesa delas

Há sempre meu ninho em seus corações

Há sempre a certeza de que elas, tão diferentes, são tão gente

Me fazem mais gente e me apontam todo o tempo:

Eu faço parte de suas histórias

Nessa tão antiga amizade de agora.



* Para minhas queridas e sempre amigas Cel e Cris. Pessoas que todos os dias tornam meus dias melhores... Amo voces meninas!

domingo, 7 de novembro de 2010

Em breve.... ensaio fotográfico:Onipresença!