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sexta-feira, 26 de março de 2010

Eu quero mais que uma primavera
Quero a eternidade do verão
Sonhos e fantasias não se guardam
Ou se perderão...
Quero viver o dia, quero correr na rua...
E amar, na pureza da manhã...
Eu quero mais que uma primavera
Quero bem mais que uma estrela
Eu quero o céu
o firmamento
o fim, eu quero o fim
de tua dor
eu quero o começo
de um grande amor!
Marilene Gonçalves

sexta-feira, 19 de março de 2010

Errei

Tem dias que agente erra!
Ah! tem dias que a gente não acerta
E vai na direção errada...
Que pena, nestes dias assim
O que você já fez de bom não conta nada
Em dias assim, ainda assim
Fico tão desnorteada
Em dias assim
Melhor se conformar
Antes errar e aprender
Do que nunca acertar...
Marilene Gonçalves

quinta-feira, 18 de março de 2010

Um dia sem inspiração

Eu queria dizer qualquer coisa
Quem sabe falar uma poesia
Encantar-me com os encantos da vida
Tanta coisa eu queria!
Mas tem dias sem inspiração
Tem dias sem cores, sem grandes amores
Tem dias sem paixão!
Tantas palavras se entrelaçam aqui dentro
E tantas coisas ainda por dizer
Mas são tantos os meus desenganos
Tantas vezes já disso " Eu te amo"
E quantas vezes eu preferi não dizer
Ah! Estou apenas preenchendo as linhas
Com coisas que nem sei o que são
Apenas falo com o coração
Pois onde havia bom senso
Não resta sequer a razão
É só um dia sem inspiração...

Marilene Gonçalves

terça-feira, 9 de março de 2010

Isso era para ser um fim....

Ai...
Acho que isso é um recomeço
Não de ti, nem de mim
Nem sequer de nós dois...
Este é apenas um depois
Um final que eu não quis prever
Fico assim sem querer te querer
E prefiro te gostar do que te evitar
Nem tenho mais apreensão
Nem sei mais se é paixão
Mas é um sentimento bom
É como se você tivesse preso no meu passado
E mesmo assim permanece do meu lado
Como uma fotografia estranha na parede
Um olhar intrigado a me fitar
E eu, eu prefiro sonhar...
Até mais ver, ou até mais tarde, quem sabe!
Autora: Marilene Gonçalves

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Vou sair um tempo por aí...
visitar uns amigos, olhar a lua
pintar paninhos
assumir meus cachinhos
e sorrir.
Vou me despir
de tantos compromissos
eu quero apenas
um tempo pra mim...
Até a volta
Mari Gonçalves

sábado, 23 de janeiro de 2010

Devaneios

Solta-te de mim, ó louca!

E vai fazer o que queiras

Queimar nesta chama inata

Que me devora e me apavora

Como a um rio em tempestades mil!

Que faço eu nestes segundos?

Onde a febre me arde o corpo

Onde o pensamento voa

E meu peito, arfante, entoa

O canto do desejo incontido...

Te finges de amigo, ó carrasco meu!

Mas é teu o mérito de minha loucura

Se eu não tiver tais venturas

Me enche de infiéis amarguras

Pois não é teu, é meu

Esta desejo, esta febre de ter

Um qualquer bem-querer

Que venha a habitar

Neste peito ávido - que chamo de meu...

Por: Marilene Gonçalves

O amor que eu procuro



Se for como um barco - que não seja náufrago


Se tiver desespero - que não perca o rumo


E que se encontre quando me procure


E me procure quando sentir-se só


Que seja mesmo triste ou solitário


Mas que saiba sempre doar um sorriso


E que nunca perca o objetivo


Mas que não encontre certezas tão fortes


Que o deixe convencido!


Que me tenha muito mais que como amada


E quando chore, dê risada


Mas que, acima de tudo


Me faça melhor do que sou!


(... E que a força do medo que eu tenho, não me faça esquecer o que eu sei, porque uma parte de mim é silêncio e a outra parte eu não sei!)


Foto e texto: Marilene Gonçalves

...


De todos que me beijaram


De todos que me abraçaram


Já nem me lembro, nem sei


São tantos os que me amaram!


Mas tú, que rude contraste,


Tú que jamais me beijaste


Tú que jamais abracei


Só tú nesta alma ficaste


De todos os que eu amei!


(Autor desconhecido)

Foto: Erika Talita

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Perdendo os espinhos



Eu, que não gosto de incertezas
Eu, que pouco ligo pra beleza
Logo eu, que estou tão fora de moda
Agora vejo sentido em ser moderna
E esta indefinida sensação que vou voar
E este desejo inquieto de ficar
Quando sei que meu destino é partir
Logo eu, que nunca tive medo do futuro
Agora ando a ruminar minhas incertezas
Clarão do céu que mostra as cartas sob a mesa
Vou descobrindo uma nova forma de caminhar
Ah! Mas que besteira é essa minha agora
De tanto fingir indeferença acabei indiferente
Outras histórias me parecem interessantes
Somente agora eu enxergo mil nuances
Parece mesmo que fiquei fora do ritmo
Qual a diferença
Ninguém entende o que digo
Não tem problema
Já sei bem mais do que apontam meus sentidos
Rua deserta, pessoa incerta, tudo indefinido
Menina mulher, transformação total
Não estou igual, sou nova pessoa e digo:
Com os mesmos amigos.


Fotos: Marilene Gonçalves

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O que é que o Recôncavo tem?

Aqui, belezas inconfundíveis se encontram... tem de tudo, arte, suor e poesia...


Uma arte que é mais que criativa, é a sobrevivência...






Uma gente que é mais que simples, é verdadeira...




Um amanhecer que é mais que sereno, é a própria paz...



Um entardecer que é mais que belo, é a própria exuberância...



Uma cultura que é mais que tradição, é expressão de resistência...



Uma gente que é mais que feliz, é bem-humorada...



Um povo que é mais que alegre, é aventureiro...



Um rio que é mais que longo, é a extensão da vida...

Uma igreja que é mais que um templo, é um louvor permanente...


Uma ponte que liga mais que duas cidades, liga sonhos e poesias...



O recôncavo é mais que uma região
É a Bahia em beleza
Pureza
E magia!

Fotos: Marilene Gonçalves

Então...

Não me tenhas raiva
Se não tens amor
Eu me encontro em brasa
E tudo isso me arrasa - eu não sei se é dor
Deixe a porta aberta
Pois estou incerta se parto ou se regresso
Agora não adianta mais
Já perdi meu cais
Eu não sei se é dor
Eu só sei que a vida
Esta inculta e incontida
Ah! ela me castiga
Eu não sei se é dor, mas pelo menos sei
Não mais amor.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

revoltada

Estou revoltada
com o sistema doido
com a pressa alheia
com a crise infinda
com meus cabelos curtos
e esta vida tão corrida!
Acaba-se o sono
as crianças continuam na rua
ninguém repara mais na lua
e eu estou revoltada!
Eu nao quero nada, só um recomeço
acho que mereço
andar em outra estrada!

Impasses

Quando eu me prometi te esquecer, eu não brincava
Apenas treinava, gostar mais de mim
E me sentir bem comigo mesma
viver a minha paz...
Precisava de um motivo pra não mais te querer
e sem querer descobrir que esquecia de mim
toda vez que lembrava voce!
Desta forma, estou sem forma
Não pretendo fazer novas promessas
que talvez, eu sei, nem cumpra!
Mas pretendo amar-me, silenciar-me
pretendo apenas ser natural
Ma é uma sina infernal, toda vez que desisto
Voce aparece, fala-me sério ao ouvido
te quero outra vez, irracional...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Amigos são presentes de Deus!


Amigos a gente não escolhe, a gente encontra
é como nuvens espalhadas pelo céu

Tem sempre uma com formato desigual

É como flores no imenso campo da vida

Há sempre alguma que nos é especial

Assim é ter amigos, um aroma diferente

Que perfuma a vida da gente

Que faz do dia um momento legal

Se eu não os tevisse, Oh! que triste pesar

Uma vida sem dividir sonhos

Sem encontrar sorrisos

Seria uma vida sem amar!

Mari Gonçalves






















quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Estradas de Minas

As montanhas deslizam na estrada
Ou sou eu que deslizo por elas?
São pessoas, paisagens e lugares
São estradas que me levam pensativa
Terra, terra, terra...
Preenchimento total deste imenso vazio
A presença humana escasseando no caminho
E uma inquieta necessidade de escrever
A terra se desnivela em ondulantes montanhas
E seus contornos me despertam emoção
Vai fazendo estremecer meu coração
Nestas estradas de Minas...
Foto e texto: Marilene Gonçalves
** Poesia criado à caminho de Minas Gerais