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terça-feira, 13 de julho de 2010

Bem mais forte que o tempo

Saudades de ti, destes teus olhos doces e tão amigos!
Saudades desta atenção, deste teu coração, e digo:
Não sei se viverei tempo suficiente para dizer-te
com a certeza que tenho agora, o que sinto ao lado teu
Talvez bem menos do que pensa toda a gente
bem mais forte que palavras enloquentes
bem mais puro do que pensas, certamente!
É sempre um afago estes teus olhos, tua paz tão rotineira
É sempre tão certa nossa amizade, tão segura esta saudade
De querer-te sempre perto, meu querido!
E todas as vezes que quero dizer, eu digo:
Tão logo tu queiras, me terá sempre, amigo!
Por mari gonçalves

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Descobri

Hoje eu não quero dizer nada, mas digo! Nem sei o que me toma, talvez inquietação
de quem não mede palavras quando quem fala é o coração
Só sei desta vontade de dizer este amor, este que há muito sentia
mas que só agora descobri! Os rostos que antes me ocultavam
estes rostos parecem se despir. É o amor que acabei de saber - que sempre soube existir
É o sonho mais lindo de sonhar. É a canção mais linda de se cantar
É a única coisa que ficará, quando todo o resto se for
Falo deste amor, ele invade o que sou
Chegou para ficar, a única certeza que ficará. Como eu queria que todos soubessem deste amor
mas embora eu o falo ou o grito, jamais ouvirão. Pois só o saberão aqueles que o sentirem, e só o sentirão quem se deixar tranpassar
Obrigada então por me revelar, este abrasador amor
Obrigada por me amar imensamente, Senhor!

Ilógicas impressões alheias

Ah! Porque discordo da verdade destas palavras?
quando sei que elas podem ser verificadas
no meu caminhar, ao lado teu...
Eu me percebo entre alegre e desconfiada
nos olhos teus, e nos meus!
Mas bem sei de minha sinceridade atrapalhada
Muito mais que simples envolver-se
bem mais além de querer-te
resta-me apenas o desejo de viver
um gostar sincero, sereno, confuso porém
Mas não interessa este por do sol
nem mesmo a chuva em minha estrada
nada além do que sou, nem do que dizem de mim
nada vai ser mais cruel
do que a ausencia deste sentimento
que no fim de tudo
é apenas bem-querer!
E isso, ninguem precisa entender
apenas respeitar, meu bem!
Marilene Gonçalves (criado em 2006)

*Não acho que o que pensam o outros deva determinar quem sou, mas sei que Deus me pede bem mais do que aponta minhas razões. E é só isso que me importa.

domingo, 6 de junho de 2010

Hoje preenche-me a poesia
Não sei se por conta deste deserto na rua
Se por saudades do poeta
Ou de mim...
Hoje minha poesia é triste, solitária
Que não se quer mostrar
E nem pretende esconder-se!
E minha poesia é breve
Como é breve
O anoitecer.

domingo, 23 de maio de 2010

Adeus, Damário!




E sua voz calou-se


e calaram-se as fotos, espatandas, na parede


Calou-se o grito de seu peito que não sabia guardar versos


calou-se a voz do poeta inquieto


Mas continua viva a sua poesia


porque morre o homem e fica sua trajetória


E tudo foi silencio ao despertar da aurora


Seu corpo já não tinha mais resistência


Findou-se o sopro, mas continua seu rosto


a rondar a imaginação dos que o viram


dos que compartilharam de sua inconfundível arte


Nossa última homenagem


adeus sincero e cheio de saudades


de alguém que parte, mas teima em ficar


e se espalha pelas ruelas frias


E o rio Paraguassu, enegrecido, rumina e diz:


Adeus poeta! Deixou-nos sua magia


Pois morre o homem, mas fica sua eterna poesia!


Adeus Damário, adeus poeta!




Autora Marilene Gonçalves

**** Conheci Damário da Cruz em um fim de tarde, quando passava pela frente do Pouso da Palavra com uma amiga e entrei por curiosidade, para conhecer o espaço. O poeta estava diante de mim e naquele momento eu não sabia o respaldo internacional que tinha o seu nome. Mas conversamos sobre fotografia e poesia e ela explicava-nos o porquê das fotos que ia nos mostrando. E falava-nos de literatura, de poesia, de viagens e culturas. Uma conversa tranquila, em um final de tarde qualquer. E suas palavras ficaram-me um tempo na memória, eu havia me encantado com sua fotografia cotidiana e cheia de poesia. Quantas vezes o vi no Restaurante onde trabalho, almoçando sozinho, as vezes calado o moribumdo, noutras conversante, até sorridente. Algumas vezes conversou comigo no balcão, onde eu cobrava por seu almoço, e falava-me dos lugares onde andava, das pessoas que conheceu e que influenciaram sua arte. A simplicidade destes momentos não me despertavam a grandeza de sua personalidade, pois nestes momentos eu e Damário éramos apenas pessoas que gostavam das mesmas coisas: fotografia e poesia, e nada mais que isso. Muitos gostariam de ter tido este privilégio, de conversar distraidamente com o poeta, talvez até tivessem aproveitado a oportunidade bem mais do que eu. Entretanto Damário era tão simples, que este momento não poderia ter sido de outra forma. E eu não desejo que tivesse sido diferente. Pois a arte de Damário ficou em mim, de tal modo que não preciso de mais nada para admira-la, somente da certeza que esta nossa terra perdeu um ilustre poeta, que arriscava-se a dizer aquilo que sua alma gritava.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

E quando eu me sinto assim, frágil
Sozinha
E perdida
Quando eu perco a esperança
E fico cálida, invadida
Ah! Que vontade de ser apenas uma menina
Uma doce menina a contar sonhos
E fantasias e segredos
E a voz dele tão doce, me faz perder o medo
Ah! o tempo que nos leva tantas certezas
E hoje fico a reunir desejos
Mas tudo que fica são saudades

sexta-feira, 26 de março de 2010

Eu quero mais que uma primavera
Quero a eternidade do verão
Sonhos e fantasias não se guardam
Ou se perderão...
Quero viver o dia, quero correr na rua...
E amar, na pureza da manhã...
Eu quero mais que uma primavera
Quero bem mais que uma estrela
Eu quero o céu
o firmamento
o fim, eu quero o fim
de tua dor
eu quero o começo
de um grande amor!
Marilene Gonçalves

sexta-feira, 19 de março de 2010

Errei

Tem dias que agente erra!
Ah! tem dias que a gente não acerta
E vai na direção errada...
Que pena, nestes dias assim
O que você já fez de bom não conta nada
Em dias assim, ainda assim
Fico tão desnorteada
Em dias assim
Melhor se conformar
Antes errar e aprender
Do que nunca acertar...
Marilene Gonçalves

quinta-feira, 18 de março de 2010

Um dia sem inspiração

Eu queria dizer qualquer coisa
Quem sabe falar uma poesia
Encantar-me com os encantos da vida
Tanta coisa eu queria!
Mas tem dias sem inspiração
Tem dias sem cores, sem grandes amores
Tem dias sem paixão!
Tantas palavras se entrelaçam aqui dentro
E tantas coisas ainda por dizer
Mas são tantos os meus desenganos
Tantas vezes já disso " Eu te amo"
E quantas vezes eu preferi não dizer
Ah! Estou apenas preenchendo as linhas
Com coisas que nem sei o que são
Apenas falo com o coração
Pois onde havia bom senso
Não resta sequer a razão
É só um dia sem inspiração...

Marilene Gonçalves

terça-feira, 9 de março de 2010

Isso era para ser um fim....

Ai...
Acho que isso é um recomeço
Não de ti, nem de mim
Nem sequer de nós dois...
Este é apenas um depois
Um final que eu não quis prever
Fico assim sem querer te querer
E prefiro te gostar do que te evitar
Nem tenho mais apreensão
Nem sei mais se é paixão
Mas é um sentimento bom
É como se você tivesse preso no meu passado
E mesmo assim permanece do meu lado
Como uma fotografia estranha na parede
Um olhar intrigado a me fitar
E eu, eu prefiro sonhar...
Até mais ver, ou até mais tarde, quem sabe!
Autora: Marilene Gonçalves

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Vou sair um tempo por aí...
visitar uns amigos, olhar a lua
pintar paninhos
assumir meus cachinhos
e sorrir.
Vou me despir
de tantos compromissos
eu quero apenas
um tempo pra mim...
Até a volta
Mari Gonçalves

sábado, 23 de janeiro de 2010

Devaneios

Solta-te de mim, ó louca!

E vai fazer o que queiras

Queimar nesta chama inata

Que me devora e me apavora

Como a um rio em tempestades mil!

Que faço eu nestes segundos?

Onde a febre me arde o corpo

Onde o pensamento voa

E meu peito, arfante, entoa

O canto do desejo incontido...

Te finges de amigo, ó carrasco meu!

Mas é teu o mérito de minha loucura

Se eu não tiver tais venturas

Me enche de infiéis amarguras

Pois não é teu, é meu

Esta desejo, esta febre de ter

Um qualquer bem-querer

Que venha a habitar

Neste peito ávido - que chamo de meu...

Por: Marilene Gonçalves

O amor que eu procuro



Se for como um barco - que não seja náufrago


Se tiver desespero - que não perca o rumo


E que se encontre quando me procure


E me procure quando sentir-se só


Que seja mesmo triste ou solitário


Mas que saiba sempre doar um sorriso


E que nunca perca o objetivo


Mas que não encontre certezas tão fortes


Que o deixe convencido!


Que me tenha muito mais que como amada


E quando chore, dê risada


Mas que, acima de tudo


Me faça melhor do que sou!


(... E que a força do medo que eu tenho, não me faça esquecer o que eu sei, porque uma parte de mim é silêncio e a outra parte eu não sei!)


Foto e texto: Marilene Gonçalves

...


De todos que me beijaram


De todos que me abraçaram


Já nem me lembro, nem sei


São tantos os que me amaram!


Mas tú, que rude contraste,


Tú que jamais me beijaste


Tú que jamais abracei


Só tú nesta alma ficaste


De todos os que eu amei!


(Autor desconhecido)

Foto: Erika Talita

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Perdendo os espinhos



Eu, que não gosto de incertezas
Eu, que pouco ligo pra beleza
Logo eu, que estou tão fora de moda
Agora vejo sentido em ser moderna
E esta indefinida sensação que vou voar
E este desejo inquieto de ficar
Quando sei que meu destino é partir
Logo eu, que nunca tive medo do futuro
Agora ando a ruminar minhas incertezas
Clarão do céu que mostra as cartas sob a mesa
Vou descobrindo uma nova forma de caminhar
Ah! Mas que besteira é essa minha agora
De tanto fingir indeferença acabei indiferente
Outras histórias me parecem interessantes
Somente agora eu enxergo mil nuances
Parece mesmo que fiquei fora do ritmo
Qual a diferença
Ninguém entende o que digo
Não tem problema
Já sei bem mais do que apontam meus sentidos
Rua deserta, pessoa incerta, tudo indefinido
Menina mulher, transformação total
Não estou igual, sou nova pessoa e digo:
Com os mesmos amigos.


Fotos: Marilene Gonçalves