"O poeta é fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente" Fernando Pessoa
Visualizações de página do mês passado
terça-feira, 13 de julho de 2010
Bem mais forte que o tempo
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Descobri
de quem não mede palavras quando quem fala é o coração
Só sei desta vontade de dizer este amor, este que há muito sentia
mas que só agora descobri! Os rostos que antes me ocultavam
estes rostos parecem se despir. É o amor que acabei de saber - que sempre soube existir
É o sonho mais lindo de sonhar. É a canção mais linda de se cantar
É a única coisa que ficará, quando todo o resto se for
Falo deste amor, ele invade o que sou
Chegou para ficar, a única certeza que ficará. Como eu queria que todos soubessem deste amor
mas embora eu o falo ou o grito, jamais ouvirão. Pois só o saberão aqueles que o sentirem, e só o sentirão quem se deixar tranpassar
Obrigada então por me revelar, este abrasador amor
Obrigada por me amar imensamente, Senhor!
Ilógicas impressões alheias
*Não acho que o que pensam o outros deva determinar quem sou, mas sei que Deus me pede bem mais do que aponta minhas razões. E é só isso que me importa.
domingo, 6 de junho de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
Adeus, Damário!

**** Conheci Damário da Cruz em um fim de tarde, quando passava pela frente do Pouso da Palavra com uma amiga e entrei por curiosidade, para conhecer o espaço. O poeta estava diante de mim e naquele momento eu não sabia o respaldo internacional que tinha o seu nome. Mas conversamos sobre fotografia e poesia e ela explicava-nos o porquê das fotos que ia nos mostrando. E falava-nos de literatura, de poesia, de viagens e culturas. Uma conversa tranquila, em um final de tarde qualquer. E suas palavras ficaram-me um tempo na memória, eu havia me encantado com sua fotografia cotidiana e cheia de poesia. Quantas vezes o vi no Restaurante onde trabalho, almoçando sozinho, as vezes calado o moribumdo, noutras conversante, até sorridente. Algumas vezes conversou comigo no balcão, onde eu cobrava por seu almoço, e falava-me dos lugares onde andava, das pessoas que conheceu e que influenciaram sua arte. A simplicidade destes momentos não me despertavam a grandeza de sua personalidade, pois nestes momentos eu e Damário éramos apenas pessoas que gostavam das mesmas coisas: fotografia e poesia, e nada mais que isso. Muitos gostariam de ter tido este privilégio, de conversar distraidamente com o poeta, talvez até tivessem aproveitado a oportunidade bem mais do que eu. Entretanto Damário era tão simples, que este momento não poderia ter sido de outra forma. E eu não desejo que tivesse sido diferente. Pois a arte de Damário ficou em mim, de tal modo que não preciso de mais nada para admira-la, somente da certeza que esta nossa terra perdeu um ilustre poeta, que arriscava-se a dizer aquilo que sua alma gritava.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Sozinha
E perdida
Quando eu perco a esperança
E fico cálida, invadida
Ah! Que vontade de ser apenas uma menina
Uma doce menina a contar sonhos
E fantasias e segredos
E a voz dele tão doce, me faz perder o medo
Ah! o tempo que nos leva tantas certezas
E hoje fico a reunir desejos
Mas tudo que fica são saudades
sexta-feira, 26 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
Errei
quinta-feira, 18 de março de 2010
Um dia sem inspiração
terça-feira, 9 de março de 2010
Isso era para ser um fim....
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
Devaneios
Solta-te de mim, ó louca!
E vai fazer o que queiras
Queimar nesta chama inata
Que me devora e me apavora
Como a um rio em tempestades mil!
Que faço eu nestes segundos?
Onde a febre me arde o corpo
Onde o pensamento voa
E meu peito, arfante, entoa
O canto do desejo incontido...
Te finges de amigo, ó carrasco meu!
Mas é teu o mérito de minha loucura
Se eu não tiver tais venturas
Me enche de infiéis amarguras
Pois não é teu, é meu
Esta desejo, esta febre de ter
Um qualquer bem-querer
Que venha a habitar
Neste peito ávido - que chamo de meu...
O amor que eu procuro
Se for como um barco - que não seja náufrago
Se tiver desespero - que não perca o rumo
E que se encontre quando me procure
E me procure quando sentir-se só
Que seja mesmo triste ou solitário
Mas que saiba sempre doar um sorriso
E que nunca perca o objetivo
Mas que não encontre certezas tão fortes
Que o deixe convencido!
Que me tenha muito mais que como amada
E quando chore, dê risada
Mas que, acima de tudo
Me faça melhor do que sou!
(... E que a força do medo que eu tenho, não me faça esquecer o que eu sei, porque uma parte de mim é silêncio e a outra parte eu não sei!)
Foto e texto: Marilene Gonçalves
...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Perdendo os espinhos
Fotos: Marilene Gonçalves